22Oct2009
Autor: jeronimo
Postado em: Pessoal
Ultimamente tenho andado muito saudosista; relembro coisas de minha infância que não vejo a piazada de hoje em dia fazer. E olha que só tenho 23 anos.
“Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!”
-”Meus oito anos”, de Casimiro de Abreu
A impressão que tenho é que a gurizada hoje em dia já nasce na frente de um computador, com contas de Orkut/Facebook/Twitter/afins, e sabendo usar todos aqueles botões – que sequer me arrisco a tentar entender – de um controle de PlayStation.
Dessa saudade, em uma conversa com um amigo (@foxten), nos lembramos de coisas que eu, particularmente, não vejo mais ocorrerem (muitas delas).
- Todo mundo usava mercúrio; não tinha essa baboseira de câncer;
- Jogos de tabuleiro;
- Ir na “venda” buscar Frutili (sei lá qual é o raio da grafia certa);
- Se o picolé fosse Chicabom, então, era uma festa;
- Juntava os palitos pra alguma brincadeira, ou algum prêmio estúpido que a Kibon dava;
- Usar as Havaianas para desenhar estradinhas na areia para os carros passarem, mesmo que essas estradinhas não tivessem sequer mão definida;
- Usar as Havaianas de “trave” de goleira;
- Andar de bicicleta;
- Pular “sapata” (amarelinha, e outras variações de nome as quais não conheço);
- Cavar buraco na praia só pelo prazer de achar a água lá embaixo;
- Deixar os outros de castigo na gangorra;
- Cutucar aqueles “tatuzinhos” (os animais, não os de nariz) pra ver eles virarem bolinha;
- Assoprar aquelas flores que se desmanchavam e soltavam todos aqueles “pára-quedistas” voando;
- Girar em torno do eixo vertical no balanço, só pra tontear;
- Fazer o mesmo acima, só que sem o balanço;
- Inundar formigueiro;
- Correr das formigas do formigueiro inundado;
- Fazer telefones de barbante e copos de iogurte;
- Usar caixas de fósforo vazias e cola, pra montar algum robô absurdo;
- Enterrar moedas, na esperança de encontrá-las – como quem encontra um tesouro – quando fôssemos adultos. Na ansiedade, desenterrávamos a moeda no mesmo dia.
Enfim, podia ficar “enumerando um sem-número” de coisas aqui. Mas vão só essas, pra ficar um gostinho. Quem mais aí se lembra de alguma outra coisa?
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