Ultimamente tenho andado muito saudosista; relembro coisas de minha infância que não vejo a piazada de hoje em dia fazer. E olha que só tenho 23 anos.

“Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!”

-”Meus oito anos”, de Casimiro de Abreu

A impressão que tenho é que a gurizada hoje em dia já nasce na frente de um computador, com contas de Orkut/Facebook/Twitter/afins, e sabendo usar todos aqueles botões – que sequer me arrisco a tentar entender – de um controle de PlayStation.
Dessa saudade, em uma conversa com um amigo (@foxten), nos lembramos de coisas que eu, particularmente, não vejo mais ocorrerem (muitas delas).

  1. Todo mundo usava mercúrio; não tinha essa baboseira de câncer;
  2. Jogos de tabuleiro;
  3. Ir na “venda” buscar Frutili (sei lá qual é o raio da grafia certa);
  4. Se o picolé fosse Chicabom, então, era uma festa;
  5. Juntava os palitos pra alguma brincadeira, ou algum prêmio estúpido que a Kibon dava;
  6. Usar as Havaianas para desenhar estradinhas na areia para os carros passarem, mesmo que essas estradinhas não tivessem sequer mão definida;
  7. Usar as Havaianas de “trave” de goleira;
  8. Andar de bicicleta;
  9. Pular “sapata” (amarelinha, e outras variações de nome as quais não conheço);
  10. Cavar buraco na praia só pelo prazer de achar a água lá embaixo;
  11. Deixar os outros de castigo na gangorra;
  12. Cutucar aqueles “tatuzinhos” (os animais, não os de nariz) pra ver eles virarem bolinha;
  13. Assoprar aquelas flores que se desmanchavam e soltavam todos aqueles “pára-quedistas” voando;
  14. Girar em torno do eixo vertical no balanço, só pra tontear;
  15. Fazer o mesmo acima, só que sem o balanço;
  16. Inundar formigueiro;
  17. Correr das formigas do formigueiro inundado;
  18. Fazer telefones de barbante e copos de iogurte;
  19. Usar caixas de fósforo vazias e cola, pra montar algum robô absurdo;
  20. Enterrar moedas, na esperança de encontrá-las – como quem encontra um tesouro – quando fôssemos adultos. Na ansiedade, desenterrávamos a moeda no mesmo dia.

Enfim, podia ficar “enumerando um sem-número” de coisas aqui. Mas vão só essas, pra ficar um gostinho. Quem mais aí se lembra de alguma outra coisa?